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sábado, 22 de janeiro de 2011

devaneios nocturnos..




Ando a precisar do espírito de aventura, da descoberta e das loucuras, há muito que estas sensações ficaram aqui arrumadinhas, mas sempre num espaço de fácil aquisição. Acho que a rotina começa ter precursões negativas na minha vida e, quando isto começa, confesso que é mau sinal. Odeio estar presa à rotina, os dias são todos iguais, com as mesmas pessoas, sempre o mesmo horário e as mesmas tarefas.
O fim-de-semana aparece como a luzinha ao fim do túnel, como esperança de energias melhores, mas apesar de dormir mais que o normal, também não posso dizer que seja diferente, tenho aproveitado para trabalhar e trabalhar. Ansiosa como sou, também só consigo descansar quando as tarefas estão terminadas, tenho o defeito do trabalho. Gosto de trabalhar, mas isto faz-me mesmo mal… há que haver limites.
Para romper com os horários, com o trabalho e com tudo que me faça lembrar estágio, apenas trouxe comigo o Sr. Computador (para lazer) e a roupinha necessária para o fim-de-semana na terrinha. Já alguém dizia que “Um bom filho volta sempre às origens”, e é verdade. Confesso que aqui o tempo passa tão depressa como um abrir e fechar de olhos, mas também renovo a energia para mais uma temporada, recebo calorosamente os abraços da minha mãe, as “discussões de família” as novidades da terra. Como diz a minha mãe – chega a emigrante, estou sempre fora e quando chego, noto sempre qualquer coisa de diferente, sinal que por aqui o tempo passa também. Ser estudante embora se pense que é “vida boa”, não desminto totalmente, mas também implica fazer-se alguns sacrifícios.
Mas como já tenho vindo a dizer, é sempre bom o regresso quando se está longe, mas também é bom termos as nossas asas para voar, e saber que ao ninho podemos sempre regressar.
Já me dispersei…já nem sei o que me trouxe a escrever aqui hoje.
Mas…
Precisava de perder a cabeça com alguma coisa, vou ver o que se pode fazer neste fim-de-semana.
Cometer uma loucura saudável.
Sorrir bastante.
Preciso de muito mimo e de ver pessoas diferentes.
Quero sentir outras sensações.

… sou muito sonhadora.. mas sou feliz.

Cláudia Martins

sábado, 23 de outubro de 2010

eu em conflito


Quero ser o sol de inverno derreter o gelo aos poucos e preencher o vazio que paira. Ser um ser solto em as mãos vazias sem asas para voar sem pernas para andar.
É este vazio, este ser tudo e não ser nada, este querer e não ter, este não ser que me esmorece e faz-me perder no escuro e no gelo que se instalou. Quero apagar a memória, quero sorrir da história e passar uma esponja, tirar o pó… abrir de novo o tesouro e sorrir.
Quero a voltar a pertencer ao mundo, que sinto que não tenho no fundo… faz-me falta mudar o rumo, parece que as voltas e as partidas que a vida me tem dado, não são suficientes, ainda não parou de rodar, ainda há muito que quero fazer. Quero outro rumo, quero que o nevoeiro que me cega, se dissipe no ar.
Ás vezes é aquele gesto, é aquela voz, é aquela mão… que não está e parece tão presente quanto ausente e distante… não sei, meras são as palavras que ficam por contar, são meras as interrogações que ficam por questionar. Tempo que não quero recordar, não quero viver e jamais quero esquecer. Confusas ideias, atravessam-me constantemente. Fico parva, inútil presa e incapaz de repente.
Quero agarrar-me à vida, a outra vida que há-de vir, quero procurar dar outro sentido… quero outra forma de agradecer a vida e desprender-me do vazio gélido de se instalou. Sou mais forte, mais débil, cada vez que me procuro não me encontro. Só preciso de me agarrar novamente. Quero ser eu, sem ti, sem nós…

quero apenas descongelar...

sábado, 15 de maio de 2010

O meu ser


Saudades de me encontrar com o EU
De sentir o que é meu
De fazer o que vai na alma
De nada ter
Ver passar a calma
Sem obrigações para fazer
Quero o risco inocente
De olhar sem querer
Para dentro do meu ser
Mas é simplesmente
Um ter sem nada querer
De fazer o que me apetecer
mas...
Devarigarinho e solemente
Sente-se o medo levemente
Do desejo de acordar
Antes do sol raiar
A vontade que invade
É de ibernar
Para um eterno
Sentimento de poder sonhar.
E querer ser o que imaginar
Sem qualquer medo
De arriscar ou errar

Apesar ser sem ver!



Cláudia Martins