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segunda-feira, 2 de maio de 2011

nada desta vida...


Tenho medo de tudo e do nada…Estou insegura de mim mesma.
Como diz alguém “Nada desta vida”, ou então “eu sei lá menina”… (coisas que ditas por alguém até me faz rir) mas aplica-se à minha reallity life
Tão depressa estou feliz e no lugar mais quentinho do mundo, como estou no frio e na sombra. São dias em que nada parece impossível e outros, em que é tudo tão complicado, tão difícil… parece que não há cores. Não sei em qual dos dias acordo amanhã. Por vezes acordo no cinzento e acabo no azul, outros não saio do maravilhoso mundo dos sonhos. Mas sinceramente nem sei dizer o que há, o que sinto, o que aqui vai. Não sei viver de incertezas. Mas pelos vistos tenho de aprender…
Sinto-me um ser estranho e alheio a tudo. Sinto que não faço parte de nada, nem se sequer da minha vida, se acreditar no destino… mas isto sou eu hoje.

Amanhã já espero acordar na cor azul, já que hoje o sol para mim nem nasceu.

Cláudia Martins

terça-feira, 26 de abril de 2011

o nosso tempo


o tempo perguntou ao tempo, quanto tempo o tempo tem? o tempo respondeu ao tempo - que o tempo, tem tanto tempo quanto tempo o tempo tem.
um trocadilho ... para te dizer que o tempo é todo nosso, o tempo somos nós ... o tempo está à nossa frente. temos todo o tempo que precisamos. o tempo espera, o tempo pode ser amanhã,daqui a uns anos.. será o tempo a dizer qual é o nosso momento.
apressar o tempo e fazer rodar os ponteiros do relógio mais rápido só nos deixa sem tempo... ele não pára. cada dia, cada momento nosso está marcado no tempo. e a tua existência marcou já longas horas no tempo da minha/tua vida.

gosto do tempo que passo contigo, perco tempo a pensar nesses tempos e o quanto gostaria que repetissem... tempos que ainda temos tempo para voltar a viver.

vivemos no tempo... e as vezes o tempo é só nosso!
o valor no tempo não está nas horas que estamos juntos mas na intensidade desses momentos... o tempo continua a ser um segredo.


Cláudia Martins
ps: we have time "in my secret life"

tu és um segredo que o tempo guarda.

terça-feira, 12 de abril de 2011

dá-me um abraço






se eu pudesse por momentos desejar ter-te nos braços e se o desejo fosse concretizado, fazias com que o meu dia fosse ainda melhor. preciso de sentir de novo aquele abraço, e mal que possas devolve-me, não tenhas medo que o tempo e a distância não apaga aquilo que aqui guardei. com o teu abraço tudo é mais fácil os medos e as fragilidades são superadas e a força da amizade vence sempre. não sei quando é que te vou voltar a embrulhar nos braços... mas espero que esse dia chegue!

sábado, 9 de abril de 2011

quarta-feira, 23 de março de 2011

Navegando pelas memórias retrogadas do passado, recordo com saudade alguns bons momentos. Recordar dizem os mais sábios que é viver... e os tempos que passo nesta solitária nostalogia, estas memórias vão preenchendo a minha alma.

Há dias assim, vem a saudade com o vento e o sorriso no coração.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

recebi um e-mail que apelava ao sonho... dizia que era preciso sonhar, e que sonhar era ser feliz.

Eu sonho portanto sou feliz.
As vezes está tudo a cores
Outras é tudo incolor
Não sei o que se diz
Mas sonhar é permitir fazer
O que nos apetecer
Sem sair do lugar
é imaginar é voar é..
Ali mesmo podes sonhar
E o melhor?
Ninguem te vai julgar
Ora, porque não sonhar?

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Há espera da tua voz



Há sempre uma voz que me faz sorrir, aquele longe fica perto e o frio que parece-se sentir atenua-se... bem sei que não é todos os dias que toca, não é todos os dias que falamos. Mas todos os dias me lembro de ti.
Já gastamos horas, já ficamos sem saldo, já adormeci com a tua voz e já acordei com uma chamada tua.. ás vezes quero ligar-te e ouvir o teu silêncio mas agora tenho ficado à espera que tu me ligues. O tempo que passa e as horas de silêncio e o telefone que não diz nada...
Já tenho saudades da tua voz a sussurrar ao ouvido e a fazer-me rir o coração.
Gosto de te ouvir.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

....


não quero mais saber de ti... deixas-me sempre com o coração aberto, parece que a distancia não é suficiente para apagar o tempo que passou. de certo passou pouco tempo... talvez queira saber de ti, e tu ainda queiras saber de mim... mas ambos sabemos que isso não é possível não é o melhor. o melhor é o tempo continuar a contar horas e dias e meses e semanas. Chegará o tempo para te apagar do coração?
enquanto não me devolveres por completo e não o fechar lá dentro outra vez não poderei escrever nele outra história.
Enquanto o tempo passa e não passa, ainda vou querer saber de ti...

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

abraços


Enrola-se os braços
E dão abraços
Simples como chuva que molha
Quando ninguém olha
Caem bem
Fortalece a alma
São silêncios de alguém
Que num momento acalma
Não há ruído na estrada
Por lá ninguém anda
Já está noite
Perder-se sentido às horas
Ainda demoras?
Corre baixinho…
Vem e dá-me um abraço
Para o meu e teu descanso
Sabes bem que no teu abraço
Cabe o meu e o teu braço!
hum...
Sabe tão bem aquele abraço

domingo, 26 de setembro de 2010

as verdadeiras amizades


Há medida que os dias passam, que as horas contam e os minutos se vivem…vou-me apercebendo quem são realmente os meus amigos. A distância física pode ser obstáculo a muitas amizades, mas para quem a amizade é sincera e de verdade, o problema não se coloca. Sei que quando preciso, posso ligar, deixar uma sms ou escrever em offline no msn, que do outro lado tenho uma palavra, um conselho um ouvido um ombro… sei que mesmo longe está perto. Da mesma forma que sempre que precisam de mim, eu estou por perto ao longe. Quanto mais voltas dou ao mundo e por mais pessoas que conheça, apercebo-me que mais gosto dos meus verdadeiros amigos, e ao mesmo tempo mais descubro as maldades e o egoísmo que por aí paira. A única objecção que há com distância dos que mais amo, é a impossibilidade de os abraçar quando mais preciso, mas mesmo assim com a voz do longe que é perto surgem sorrisos e correm as lágrimas. Ao mesmo tempo que vou vivendo e vou acrescentado experiências, vou aprendendo que não posso acreditar em toda a gente, sei que às vezes tenho de fechar os olhos às injustiças, e continuar a sorrir a quem me odeia ou a quem eu sei que me quer ver lá em baixo. Sou fraca quando me vejo sozinha no quarto no escuro da noite, aí posso dizer tudo o que sinto que ninguém me julga, mas sou forte porque aquilo que quero transmitir é o estádio de felicidade quando por dentro sei que choro. Sei que as pessoas precisam mais de mim do que eu delas, porque eu estou disponível sempre mesmo quando sei que depois me fecham a porta, mesmo assim sorrio porque sei que fiz de boa vontade. Por vezes magoa ver a maldade das pessoas à minha volta, mas no fundo não é a elas que devo dar a minha atenção, a essas personagens dou-lhes sorrisos e desprezo, mas às outras dou a minha inteira confiança, disponibilidade, respeito e amizade. A elas devo os meus sorrisos, partilho as minhas ansiedades e os medos e com elas sei que posso contar para acrescentar mais sorrisos.
Aos meus amigos, obrigada.



Cláudia Martins

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

sem palavras


Fora tempo que te agarrava a mão,
Queríamos felicitar o sol que nos iluminava
Queríamos sorrir às estrelas que nos aconchegavam
Queríamos…
Seria um sonhar a voar em asas de andorinha
Seria um canto ou um sussurrar do coração
Pois, fora tempo que me dizias
Que jamais me perdias…
Era do tempo que o impossível era possível
Íamos e sorriamos sem limites
Repentinamente…
Dou por mim de mãos vazias
Vagueando na multidão
Procurando por certo uma solução
Seria de questionar, o porquê a solidão?
Respondias sempre SEM PALAVRAS
Não percebia o VALOR DO teu SILENCIO
Continuo sem respostas, em silêncio te ouço
Mas não entendo.
Agora sei que não há letras
Já não serve o que dirias
Levo nas minhas mãos, agora vazias
O valor do silêncio.
Sem palavras te dizia
Num olhar o que sentia
Sem palavras não me transmitias
Realmente o que valia.


Cláudia Martins

terça-feira, 14 de setembro de 2010

desassossego...


Que brisa de desassossego paira
Um frio eterno e cansado
Chega ao entardecer
Permanece ao amanhecer
Percorre as veias, os membros a alma
Não está parado…
Exalta-se mas deixa-se esperar
Desvanece-se nas mágoas do passado
Remexe com o coração
Nada está determinado
Muito há por decidir
Mas com esse silêncio atracado
Já não sei para onde fugir
Não é fácil escolher
Pelo sim ou pelo não
Mas o silêncio não é solução
Um dia vais responder
Aí, poderei eu perceber?
Talvez um dia, agora não
Mas também este rumo
Eu não assumo!
É preciso cair muitas vezes
É preciso sofrer
Mas é assim que se aprende
A saber viver.

…
Cláudia Martins

terça-feira, 20 de julho de 2010

Longe mas perto


Fiz questão de te ouvir
Soltas-te a voz que me preenche
Voltei a renascer
Mais uma luz se acende
Sei que não percorro sozinha
A Rua que me leva a ti
Vou ouvindo
Vou-te de seguindo
O rasto do eco que deixas
Pelas calçadas
Já te sinto perto
Sou o tempo que nos distam
Mas tu não queres esperar
Vais andado
E assim não te consigo agarrar
Vou-te ouvindo
Ao longe
Que é perto
Apenas não vais na mão
Mas vais comigo
Levo-te embrulhado
Pendurado no peito
E quando o perto
For o aqui e agora
Já não te deixo
Ir mais embora
Quero ir par a par
Ouvir o som do caminhar
Ao longo das calçadas
Que por nós irão passar


Cláudia Martins

domingo, 11 de julho de 2010

Saudade ...




Trago em mim
As mãos vazias
Os pés descalços
Os meus abraços
Sem pedires
Fui ter contigo
Assim cheia de nada
Pronta a receber
Um colo
Um abrigo
Um porto-seguro
Queria apenas ouvir-te
Queria apenas sentir-te
Junto do peito
E ouvir o bater do coração
Deixar a saudade ir embora
Segredar com o silêncio
Sem palavras
E partir novamente
Sem demora
Para uma noite
Que nunca chegara
Outrora! Mas desejara
Que viesse agora!

Xiuuuuuuuuuu soa ao fundo
(mandaram-me parar)

Eu sei!
Sonho acordada
Mas despertei
Foi apenas a saudade
A dar manisfestos!

Fica a saudade
Para matar mais tarde
Não em sonhos durante o dia
Mas nem sabes a saudade
Daquele seu jeito de alegria.

Mas chegará o dia...
E a saudade vai embora
Novamente de mão vazia

Cláudia Martins

sábado, 10 de julho de 2010

noite de verão


A balada do violino
O som das ruas despidas
O eco de vozes tremidas
soam numa noite profunda
Com medo de errar
Surgem nas rotas traçadas
Sem bússola…
Perdidas no tempo
Disse adeus à melodia
Quis o silêncio da lua
Permanecer na rua
Parei nas calçadas
Sem jeito de olhar
Sem saber o que pensar
Mas quis ficar e ver as estrelas
Que do céu me estão a olhar
O som do mundo girava
Perdia-lhe o rumo
Deixei-me ficar por ali
E mesmo sentada
Fiquei a pensar em ti
Numa noite quente de verão

Cláudia Martins

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Preciso de...


Preciso de um abraço meigo que me conforte
Preciso de um abraço amigo que me aqueça
Preciso de um abraço forte que me ampare
Preciso de um abraço sincero que preencha
Preciso de um abraço teu

Preciso de um sorriso meu
Preciso de um olhar nosso
Preciso de uma palavra
preciso de um silencio confidente
Preciso de ti

Precisava que alguem me desse umas asas
Para poder voar pelos misterios da noite
Descobrir os segredos que impedem
De seres quem eu queria
De seres meu por um dia

Mas sei que o sempre é distante
sei que o sempre não existe
Por um dia era o queria
Para ver o que sentia
Num simples abraço teu
Junto de um abraço meu.


Cláudia Martins

terça-feira, 15 de junho de 2010

...


Quero sobreviver mais dias
Não quero esperar sentada
Apenas sorrir acordada
E conquistar alegrias

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Preguiça


Ando à tona de um mar de sentidos que não tem sentido nenhum, procuro dar significado às acções do dia-a-dia mas penso que não há razão, não existem porquês que respondam ás meras circunstâncias rotineiras. Quando se entra de férias o cérebro entra automaticamente em pausa, o lento é cada vez mais lento a preguiça avassala completamente o meu ser, o pouco que faço parece interminável, e só o é, porque ocorre mecanicamente e ninguém pode fazer por mim. O eco dos pensamentos voam num além sem fim, sem sentido de ser, sem definição... á dias inspirei a preguiça e é ela que me domina e vou-me deixando levar.
Resta-me dar tempo à preguiça para se cansar de ter preguiça, por enquanto vou ocupando as horas vagas com os olhos no céu e os pensamentos na lua. A monotonia do nada e a preguiça de tudo, tornam os dias longos e sem nexo…
E com isto…Já perdi o rumo ao que me trouxe a escrever, até para juntar letras está complicado… Fico à espera que volte o sol para fertilizar novamente os meus dias, que em dias de chuva a preguiça vai-se alimentando.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

medo de ti


Não entendo, não sei o que posso esperar de ti... Há dias que as certezas são dúvidas. A espera por alguém que já não sei quem é longa demais. Levas-me à loucura de pensar o que não devo, de dizer o que não quero, de sentir raiva. Raiva porque apesar de te conhecer, consegues estragar os meus dias. Continuas a superar as espectativas, levas-me ao limite da paciência e num instante esgostas os depositos da esperança de acreditar em ti.
Há momentos que chego a pensar que sou tão insignificante que não importa se estou presente ou ausente. Não entendo porque continuas a agir como fosses sempre tu o herói das histórias, e eu como se fosse a vilã...
Tenho medo de esperar por algo que não sei se vale apena, tenho medo que as sombras do passado voltem a tornar os dias cinzentos, medo que tu não entendas o silêncio, medo que tu não me queiras mais entender o meu descontentamento, medo de não saber que posso esperar de ti. Trouxeste-me a insegurança embrulhada e hoje desembrulhei a raiva que há muito andava escondida, mas não é raiva de ti mas de mim por não saber se devo esperar por ti! Gostaria de obter respostas, gostaria de prever o futuro e não perder tempo a pensar em ti e de sentir o que sinto-me por ti. Estou com medo de ti.

domingo, 30 de maio de 2010

Continuo á tua espera


Anseio aquele abraço e olhar-te nos olhos de novo. A distância transforma-se na saudade que rompe o coração. Só nos teus braços cabe os meus e os teus abraços, só no teu colo sinto o sonho de menina num regaço que não termina. É com as minhas mãos nas tuas que pinto a pincel os episódios de alegria e as memórias de infância que recordo com ternura. Tempos em que os domingos eram passados no parque a distribuir pão pelos patinhos do lago, tempos que corríamos atrás das gaivotas na praia, tempos que passávamos o inverno na lareira a jogar às cartas e saraus a ensinares-me os exercícios de matemática.
Agora já não há tempo para uma chamada de telemóvel, agora já pouco resta da infância, apenas umas gravuras, mas tu sabes que estou aqui e sabes como me encontrares. Talvez um dia, que tenhas tempo e queiras vir comigo outra vez, reviver os bons momentos já não haja vontade. Apenas queria guardar aqueles momentos, porque destes últimos anos poucos restam. Talvez quando o teu relógio parar… irás perceber o que te queria dizer, mas por vezes falta-me a coragem e tu não entendes o meu silêncio e ausência. Enquanto o telefone não toca e enquanto não me voltares a sentar no teu colo vou continuar a esperar…
Até que um dia voltes a ser o que eras ….