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terça-feira, 25 de maio de 2010

adormecia


Bastava-me o teu abraço
O teu sorriso e carinho
Assim, adormecia no teu regaço
Ficava bem, como um anjinho

Com saudade,
Cláudia Martins

terça-feira, 20 de abril de 2010

Queima das fitas 2010


Já falta pouco para aquela semaninha que todos os estudantes ambicionam!!!
Queima das fitas é sinal de euforia, de grandes noitadas...
Bora lá pessoal traçar as capas e ouvir a serenata, vestir a rigor para o nosso baile, ir de recassa ouvir a missa, suportar os sapatinhos do traje, fazer um esforço para ir ás aulas (sim porque não temos folga), enfeitar o camião para o cortejo e no meio disto tudo ainda fazer o sacrificio de beber umas "bejecas"! O último jantar, a última queima e probavelmente as últimas noitadas com a malta toda, sim porque no fim desta borga toda, espera-nos montes de trabalhos e frequências!!!
Sem dúvida que vida de estudade é dura! É uma profissão que exige muito de nós, temos de estar em todo o lado a toda hora, fazer montes de coisas ao mesmo tempo!
Concordam comigo certamente! (eu ainda tenho de ir trabalhar que dessa nao livro eu...)

Mas deixa saudade!!!!


VILA REAL...

segunda-feira, 5 de abril de 2010

ser criança


Hoje vi muitas cores, passei junto à margem do rio e reparei que a natureza é bela e transparece de vida. São coisas que não reparamos, mas na verdade as árvores crescem, florescem, o rio por vezes revoltado outras vezes parece calmo, os passarinhos a cantar e a fazer os ninhos.
Enquanto passeava silenciosamente com a minha mãe, ouvi o murmurar do vento entre os ramos das árvores, reparei no som da água junto à margem e nos pequenos sinais verdejantes que surgiram na terra, eram os rebentos das flores...
Nos poucos minutos que durou a caminhada lembrei-me dos tempos que era criança, dos tempos que fazia bolos de terra e decorava com flores, do tempo que fazia colares com malmequeres amarelos, do tempo chegava a casa toda suja de terra e verde da relva... das brincadeiras com a corda e o elástico, perdia a noção do tempo e nunca estava com pressa para dormir, lembrei-me dos domingos que levava pão aos patos do lago no parque da cidade...

Saudades de ser criança.

terça-feira, 30 de março de 2010

Memórias


Registos marcados vão passando
Memórias registadas
Tempos que agora são lembrados
Cartas escritas
Mensagens trocadas
Momentos vividos
No além perdidos
Estarão em ti esquecidos?
De certo já esqueces-te
Quem fui
Quem sou
O que fiz
Resta a memória de um tempo feliz
Que partilhamos
Que outrora sonhamos
Fica a lembrança
Espero um dia, voltar a ver-te
De um dia sorrir outra vez
Fica a esperança
De encontrar e rever-te
De abrir o livro da memória mais uma vez
Bons tempos que tenho contigo
Ficou ali um bom amigo

Cláudia Martins

sexta-feira, 5 de março de 2010

Restos de tempo



Olhamos ao nosso redor e o que vemos?
Restos...
Memórias de quem por aqui passou
Marcas que perduram
Gentes perdidas
Monumentos esquecidos
Que testemunharam lutas e batalhas
Um território sofrido
Mas…
Continuamos a andar
Olhamos para o lado e o que vemos?
Rugas de quem Já viveu
Cansaços e descontentamentos
De quem já muito fez e desfez
Mas que perderam encantamentos
Vem a
Luz do dia rejuvenescer
E a
Luz da noite envelhecer
São devaneios
São momentos dispersos
De quem já não está
De quem já partiu
De quem muito sorriu
O relógio marca o tempo
Incansavelmente sem se cansar
Por vezes seria bom parar
E pormo-nos a olhar
O que para trás ficou,
De quem muito sonhou.
Mas, mesmo que os ponteiros parem
O vento continua a percorrer montanhas
O sol brilha para quem continua a viver
A chuva cai para não se esconder nas manhas
O tempo passa mesmo que não queiramos
Mas tantas vezes nos perguntamos
O que afinal eu me questionei
Quando para o espelho olhei.
Afinal quem sou eu?
O que serei?
Respondi
Um resto de nada
Um resto que é tudo
Um sonho vivido
Uma alma perdida
Uma vida que será esquecida
Uma memória para quem me amou
Um nada para quem um nada sou
Um tudo para quem um tudo serei
Alguém para quem lutei
Um pedacinho de amor
Um pedacinho de dor
Mas o que de mim ficar
Espero que sejam memórias boas
Para alguém contar e relembrar.
Assim serei
Um resto para ficar e perdurar.


Cláudia Martins

segunda-feira, 1 de março de 2010

O primeiro Beijo


Conversávamos todas como de costume, em torno da mesa redonda do café, falava-se disto e daquilo... até que já dávamos por nós a contar aquelas histórias pelas quais todos passamos, a recordar aqueles amores platónicos que nos tiravam as noites de sono, fala-se do primeiro beijo, dos bilhetes que se trocavam em sala de aulas... Quem não guardou bocadinhos daqueles momentos? Quem consegue esquecer? Guardo em casa caixas de sapatos com aqueles bilhetes, com objectos insignificantes mas valiosos, tenho as cartas que não tive coragem de rasgar.
Éramos crianças mas vivíamos tudo com tanta intensidade.
Lembro-me das mensagens que trocava do meu primeiro telemóvel... escrevia as mais românticas no meu diário para mais tarde recordar.
Recordo estes momentos com saudade, com melancolia e com um grande sorriso.
Recordo-me como se fosse hoje o primeiro beijo apaixonado. Foi numa noite fria de Outono enquanto me levavas a casa, ninguém por ali andava, caminhávamos lentamente como soubéssemos o que iria acontecer, chovia ligeiramente mas sem nos preocuparmos com isso. A lua estava encoberta, ouvíamos o eco do caminhar, a calçada e as árvores acompanhavam o momento… não falamos durante aquele habitual percurso. Já por ali, tínhamos passado outras vezes e nunca iríamos imaginar o que se iria passar meses depois. Foi ali sem porquês, sem mais não… demos a mão, cruzamos olhares e surgiu… Mas fiquei envergonhada e tão atrapalhada que fui o resto do caminho para casa sozinha. Ali tudo parou…e por ali ficou! Assim foi o meu primeiro beijo.
Elas ouviam e comentavam… “ parece que estás a viver o momento outra vez”. Falo disto com um grande carinho... Pois o primeiro é sempre o primeiro. São estes pequenos momentos que nos fazem pensar que o amor vale apena.
Já se passaram uns anos.
Outras peripécias aconteceram.
E o primeiro amor nunca se esquece, diz a minha mãe.
As banais conversas de café por vezes revelam-se em momentos de recordações!
Quero recordar sempre!

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Manhã de Inverno


Estava na hora! O dia acabara de acordar!
Ouvia-se o vento a zumbir,
Via-se as pequenas gotículas de água a escorrer pelo vidro...
Deitada minha almofada pensava o quão bom era estar assim!
Sentir o aconchego dos cobertores.
Desejei adormecer outra vez,
Rascunhar novos sonhos.
Mas sabia que esta sensação não podia perdurar!
Tinha de ir para rua e partir para a aventura!
Difícil era mesmo levantar!
Mas lá fui…
Fui sentir o vento! …Despenteou-me!
Humedeci os pés… os livros…a mala...
Estava tudo apressado, e no fundo incomodado!
Tal como eu!
O cinzento não desvaneceu.
Tudo pareceu triste e sem cor…
As árvores despidas dançaram ao som do vento!
Apenas apreciei este movimento.
Choravam as nuvem… gritava o vento!
Nada mudou e o dia acabou.
A noite continua…
Amanhã será outro dia.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Reliquías...


Por vezes temos em casa alguns achados ou relíquias, que nos esquecemos mas quando fazemos aquelas arrumaçõezinhas pelo quarto, encontramos coisas que nos fazem lembrar grandes momentos que passamos. É assim que encontrei um livro na estante de nome “Ideias feitas sobre a sexualidade” este livro, comprei-o numa feira de velharias numa bela tarde de verão, por apenas um euro. Lembro-me depois de o ter comprado sentar-me num jardim com duas amigas e a ler aquilo em voz alta…. Bem o livro é todo ele feito sobre afirmações e posteriormente explicação das mesmas explicando se é verdadeiro ou falso. Com isto fizemos de uma simples tarde de verão numa tarde de verão divertida. 
Vou citar algumas afirmações que achei piada… 

“A abstinência sexual é mais penosa para os homens do que para as mulheres”.  (verdadeiro ou falso?) Pensei que fosse verdadeiro mas afinal é falso.

“No homem, o esforço despendido numa relação sexual pode ser comparado a uma corrida pedestre de 800 metros”. V ou F? é falso. 

“Na idade adulta, a masturbação é, ao mesmo tempo, inútil e perigosa”. Esta também é falsa. 

“Depois de dez anos de casamento, é lógico não se ter mais do que uma ou duas relações sexuais por semana” Será? É falso… acho que nem é possível quantificar matematicamente. 

“Todos os sexos femininos se parecem”. Falso 

“Torna-se difícil mantermo-nos castos, se estamos apaixonados”. Falsa.

“Com o passar dos anos, é normal que o desejo esmoreça no seio de um casal”. Falsa.

“ A masturbação é um defeito na criança e um vício no adolescente.” Falsa.

Em fim, como devem perceber pelas afirmações isto abriria tema de conversa por algum tempo, é engraçado como num livro com mais de 200 páginas não encontrei questões verdadeiras. Eu não irei comentar as questões por questão de logística… mas ficaria aqui em aberto para quem quiser comentar.


Referência bibliográfica:
Waynberg, J. (1998). Ideias feitas sobre sexualidade. Círculo de Leitores.